É bem conhecida a história do ilustríssimo filósofo francês Voltaire (1694-1778), que no auge do seu ódio à Bíblia dos cristãos e tudo que ela representa, escreveu que num espaço de cem anos não haveria mais Bíblias senão em museus, para ser investigada por curiosos em antiguidades históricas. Cinquenta anos depois sua casa se tornou propriedade da Sociedade Bíblica Britânica.
Voltaire, sem dúvida, estava encantado com os avanços da ciência. De fato, tudo o que aconteceu do século XVIII até o presente em termos de progresso do conhecimento levaria a crer que ele estava certo. Mas não foi a primeira nem a última vez a Bíblia ficou "sozinha" e prevaleceu.
A Bíblia fala de um episódio bastante triste na história do povo de Deus, porém, ao mesmo tempo serve de grande ilustração para o que estamos dizendo. Josias, o jovem rei de Judá, assumira o trono com 8 anos de idade em um período de grande apostasia do povo judeu. Os pecados da nação cresciam assustadoramente e o juízo de Deus anunciado pelos profetas se aproximava.
Curiosamente, para quem alimenta o sonho de erradicar totalmente algum dia as Escrituras terra isso quase aconteceu nesse tempo. Os livros originais do Antigo Testamento, ou seja a Lei de Moisés e talvez alguns livros dos profetas, estavam perdidos e esquecidos como entulho do templo, que estava em reforma.